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Evolução, resolutividade e assistência humanizada marcam os 32 anos do Huse

Somente em 2018, foram 165 mil atendimentos e desse total, 19 mil ficaram internados, sejam eles em urgência, emergência e internações, além de consultas no Centro de Oncologia e no Hospital Pediátrico
06 de Fevereiro de 2019 | 13:49

A maior unidade hospitalar pública do Estado, o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) completou 32 anos no último sábado, 2, história marcada por uma gama de serviços prestados à população sergipana e aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), além de estados vizinhos como a Bahia e Alagoas, que diariamente são encaminhados ou se deslocam à procura de serviços de saúde de média e alta complexidade.

Para se ter uma ideia do grau de importância do Huse, vale analisar as estatísticas de atendimentos realizados anualmente. Somente em 2018, foram 165 mil atendimentos e desse total, 19 mil ficaram internados, sejam eles em urgência, emergência e internações, além de consultas no Centro de Oncologia e no Hospital Pediátrico.

Inaugurado em 7 de novembro de 1986, o Huse começou a funcionar quase três meses depois, no dia 2 de fevereiro do ano seguinte. Nesse tempo de existência, o maior hospital público de Sergipe, hoje responsável por uma média mensal de 15 mil atendimentos somente de urgência e emergência, passou por várias reformas e mudanças assistenciais e estruturais.

O superintendente do Huse, Darcy Tavares, destaca o crescimento do Huse, tanto em espaço físico como em organização do trabalho. “O Huse é uma peça na engrenagem. Quando o hospital foi criado,  o objetivo era que fosse o hospital de urgência, tanto que era infinitamente menor do que ele é hoje, então, com o Sistema Único de Saúde, ele trabalha com as três esferas do governo: municipal, estadual e federal, por isso é preciso que cada uma dessas esferas cumpra com seu papel, a fim de que o sistema funcione humanizadamente”, disse.

Adequações

Consagrado pela assistência de qualidade, o Huse continua inovando em sua performance. Com o passar dos anos, a estrutura proposta adquiriu uma forma mais complexa. A planta do hospital sofreu uma série de modificações para adequação às novas tecnologias e às necessidades originadas pela demanda crescente. Uma das maiores obras estruturais contempladas pela Reforma Sanitária e Gerencial do SUS implementada a partir de 2007, a construção do novo Pronto Socorro adulto, inaugurado em 16 de dezembro de 2010, constitui-se em um dos principais pilares dessa nova era.

Dividida pelas Áreas Azul, Verde Clínica e Trauma, Vermelha, essa nova unidade incorporou em definitivo o modelo do Acolhimento com Classificação de Risco preconizado pelo Ministério da Saúde e que prioriza o atendimento pelo risco e gravidade do paciente. Tudo equipado com aparelhos de alta tecnologia e mobiliário. São respiradores, monitores multiparamétricos, desfibriladores, carros de emergência, aparelhos de raio-X, além de macas, cadeiras de rodas e colchões.

O Hospital Pediátrico com leitos de urgência e emergência, foi mais uma grande conquista ao longo dos anos. O investimento em leitos de terapia intensiva adulto e pediátrico também cresceu. O Huse conta hoje com 54 leitos de UTI adulto, 10 leitos de UTI pediátrico, 20 leitos para pacientes críticos na Área Vermelha e recentemente inaugurou mais 10 leitos com a nova Unidade de Apoio Crítico. Centro Cirúrgico com 9 salas e a Sala de Recuperação Pós Anestésica (SRPA) tambémfazem parte dos 32 anos do Huse.

O complexo hospitalar, dispõe também da única Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ) do Estado e do Centro de Oncologia Dr. Oswaldo Leite (COOL) que no ano passado (2018) foi presenteada com um novo equipamento de Acelerador Linear para o tratamento radioterápico dos pacientes oncológicos. Isso representou o compromisso do Governo do Estado com a saúde do Sergipano. O Centro de Nefrologia foi um avanço significativo para o tratamento e conforto dos pacientes. O serviço de hemodiálise do Huse antes do Centro de Nefrologia realizava 24 sessões por dia, agora, o Centro de Nefrologia Intra Hospitalar do Huse possui capacidade instalada para realizar 48 sessões diárias, o que representa um alívio para os pacientes.

Reconhecimento

A dedicação dos servidores é importantíssima para construir a história do Huse. As histórias de reconhecimento e gratidão são contadas nos dias atuais como a daexecutora de serviços básicos, Maria das Graças Alves, que dedica a maior parte do tempo dela com a sua segunda família que é o Huse.

“Quando eu cheguei aqui no Huse não tinha nem inaugurado ainda. Meu Deus, como o Huse cresceu e evoluiu. Pra mim foi uma alegria imensa ter vindo fazer parte dessa casa que eu amo. Já vou me aposentar mais sei que vou deixar muitas lembranças e levar comigo muita saudade e momentos importantes que vivi aqui no Huse, como a chegada da primeira paciente que foi fazer um procedimento no centro cirúrgico e depois se tornou minha amiga, eu chamava ela de vozinha. Aqui é minha segunda casa, porque eu passo a maior parte do meu tempo dedicado ao Huse”, declarou.

A técnica de enfermagem Tereza Cristina Guimarães, lembra emocionada como tudo começou no Huse. “Eu entre no Huse com 24 anos, era jovenzinha, inaugurando o hospital, lembro de cada detalhe como se fosse hoje, os políticos de terno e a equipe toda de branco, tudo novinho inaugurando o hospital. Comecei no Pronto Socorro, setor onde passei dez anos da minha vida e logo em seguida fui para as Alas (enfermarias), seguindo para o Centro de Materiais Esterilizados (CME) e agora faço parte do setor de Humanização. A gente aprende muito e conquista muitas amizades, valorizar e respeitar o ser humano e tirar uma lição de vida, eu amo esse hospital. O Huse cresceu muito e continua salvando muitas vidas. A partir do momento que o paciente entra aqui no Huse ele entrega a vida deles a gente e cuidar do próximo é o meu lema de vida. Já estou prestes a me aposentar, mas, vou continuar ajudando o quanto eu puder”, enfatizou.

Dos 500 profissionais em 1986, hoje o Huse conta com 3.634 servidores entre estatutários e celetistas contratados por meio de concurso público após a implantação da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). Deste total, 537 são médicos, distribuídos em diversas especialidades como clínica geral, pediatria, ortopedia, cardiologia, oncologia, cirurgias geral, plástica, torácica e vascular, entre outras.

 

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