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Método Canguru: aproximação corpo a corpo faz toda a diferença da saúde do recém- nascido

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) é reconhecida em todo país como exemplo de humanização, como maior Canguru do Brasil
07 de Fevereiro de 2019 | 12:05

O Método Canguru é, hoje, considerado um dos mais importantes modelos de assistência a recém-nascidos prematuros. A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES),  foi certificada em 2014 pelo Ministério da Saúde como Referência Estadual para a Atenção Humanizada ao recém-nascido de baixo peso. A instituição é reconhecida em todo país como exemplo de humanização, como maior Canguru do Brasil. A MNSL  conta com o  maior número de leitos para cuidados intermediários do país, além de oferecer excelente suporte de atendimento multidisciplinar.

A Coordenadora da Unidade Neonatal, Thereza Azevedo Bulhões, ressaltou que os pais são acolhidos na Unidade Neonatal recebem informações sobre as condições de saúde do filho, a rotina, os cuidados dispensados, o funcionamento da maternidade, a equipe que cuidará do bebê. “Na primeira etapa, os pais têm livre acesso à Unidade Neonatal e são encorajados a tocar no bebê. A segunda consiste na permanência do recém-nascido com sua mãe e a posição canguru deve ser realizada por longo tempo. E, na última etapa, o bebê recebe alta e continua sendo acompanhado no ambulatório Follow-Up até os dois anos de idade”, explicou Thereza.

“O método canguru consiste no contato pele a pele da mãe com o filho. Ele melhora a qualidade e o desenvolvimento da criança, estimulando o aleitamento materno e permitindo o controle térmico adequado, reduzindo o estresse e a dor do recém-nascido”, disse a gerente da UCINCA/UCINCO, Isabela Ribeiro dos Anjos.

Para o neonatologia Alex Santana, cientificamente é comprovado que  a aproximação do bebê com os pais, através do método canguru,  melhora o quadro de saúde dos  prematuros, independente da etapa em que eles estiverem.  O médico ressaltou que os pais devem participar ativamente do banho, da amamentação, da troca de fraldas e da evolução de cada passo dos bebês.

Acolhimento

A parturiente Erlaine de Jesus Santana, 20 anos, natural de Campo do Brito, mãe de Anne Cecília que nasceu com 30 semanas e três dias, no dia 5 de janeiro, está muito feliz. Pesando 1.158k, a menina recebeu alta na tarde desta quarta-feira, 6 de fevereiro.   “Depois de um mês, Anne Cecília recebeu alta, ela ficou na UTIN do dia que nasceu até o dia 22 de janeiro, quando passou para outra etapa do método canguru. Estou satisfeita, aprendi muito sobre o método, é simples e humano. Vi como reduz a dor e o choro. No dia 8 irei para a terceira etapa e em seguida para o Follow-UP, onde Anne vai ser acompanhada pela equipe de profissionais de saúde”, comentou Erlaine bastante satisfeita.

Maria de Fátima Vieira da Silva, 15 anos, de Canindé de São Francisco, teve Maria Cecília de parto normal, no dia 28 de janeiro. Seu bebê estava na UTIN e hoje está na segunda etapa do método canguru. “Quando ela veio para os meus braços foi mágico e ver que Cecília está bem é maravilhoso. Ela está sendo acompanhada pelo neonatologista Alex Santana, e hoje fez o teste do olhinho. Agradeço ao médico e  todos os profissionais da maternidade pelo acolhimento”, comentou a mãe de Cecília.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, nascem anualmente 30 milhões de crianças prematuras com baixo peso. Destas, 340 mil bebês nascem no Brasil. O país está entre os dez países com maiores números de partos prematuros. Na MNSL, 20% dos nascidos deram entrada na UTI Neonatal e desse percentual 79 % foram classificados como prematuros”, segundo informou a gerente da UTI Neonatal Monique Cabral.
 
 

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